A cura das memórias traumáticas
Curar a memória não é uma coisa fácil. Comportamentos, nós
podemos eliminar do nosso dia a dia, objetos nós podemos jogar fora mas a
memória está dentro de nós e muito bem gravada. Cenas com fortes apelos
emocionais e que foram marcantes para nós, seja por motivos positivos ou
negativos (ex. abuso sexual), ficam acentuadas em seus detalhes dentro do
cérebro e podem nos fazer sofrer por anos a fio. Mas, a boa notícia é que não
estamos presos a estas memórias para sempre. Contamos com a ajuda de Deus para
curá-las e com a ajuda de métodos psicológicos que podem ser de grande valia,
especialmente se conduzidos por um profissional experiente.
Comecemos por falar sobre o
conceito de trauma. Hoje em dia, consideramos qualquer coisa como um trauma.
Ah, fulano ficou traumatizado, dizemos sobre uma discussão boba. Mas o trauma é
mais do que isso. Em Psicologia, chamamos de trauma tudo aquilo que provoca uma
marca acentuada na mente de uma pessoa por expo-la ao risco de vida. A pessoa sentiu
na pele ou presenciou a exposição de sua própria vida, de sua integridade ou de
sua dignidade, um risco real, potencial ou imaginado. Exemplo: Um seqüestro
relâmpago que terminou em libertação do prisioneiro sem grandes danos físicos
representou um risco potencial de vida e um risco real de dano à integridade
psicológica da pessoa. Alguém que sofreu um acidente de carro, teve um risco
real de morte. Alguém que sofre constantes ameaças de morte sofre um risco
potencial de morte e um risco real ao seu psiquismo. Mas o dano pode ser
imaginado também. Alguém que sofre de síndrome do pânico pode achar que vai
morrer e sofrer de um risco imaginado de morte.
O trauma pode ter como fonte
sentimentos de impotência, desespero, medo, horror, nojo, arrependimento,
culpa, ódio, entre outros, marcando uma situação que a pessoa deseja esquecer
mas que não consegue. Isso pode fazer com que se desenvolva o chamado
Transtorno do Estresse Pós Traumático, que causa um amortecimento das emoções
(a pessoa não é fria nem quente, parece com falta de afeto), pesadelos
recorrentes, cenas vívidas do trauma que invadem a mente a qualquer hora do dia
ou da noite, crises de ansiedade, isolamento social, falta de interesse na
vida, reações depressivas, problemas com sono e alimentação, crises de
irritabilidade, etc.
O modelo psicológico do
transtorno do estresse pós traumático (TEPT) é fácil de entender. Nossa mente
funciona como uma fábrica que processa as nossas experiências e as transforma
em memórias. Imagina agora um pacote gigantesco entrando na esteira da fábrica.
A máquina dá pane pois não consegue processar aquela experiência desconhecida e
a fábrica fica emperrada em seu funcionamento. Para tal, é necessário dividir
essa experiência estranha e fora dos padrões, em pequenos pedaços que possam
ser absorvidos por nossa mente. E esse processo pode ser bastante doloroso.
Dou um exemplo. Uma vez atendi
uma paciente que tinha perdido a irmã há quatro anos e estava em estado
depressivo, inclusive com vários sintomas físicos. Essa senhora tinha crises
freqüentes de agressividade, inclusive batendo e apanhando dos netos. Ela não
ia mais a festas de família, não tinha ido ver a irmã no cemitério, se recusou
a participar do enterro e não passava nem na rua que a irmã morava. Depois de
conhecer melhor a história e criar um vínculo com ela, sugeri que ela iniciasse
um diário onde falaria da irmã e da falta que ela fazia. A paciente comprou um
caderninho e iniciou com uma carta à irmã, onde colocou tudo o que sentia. Se
disse tomada por um grande alívio. Sugeri que descrevesse a irmã fisicamente,
falasse com detalhes como foi a morte, descrevesse o ambiente no dia da perda,
falasse da saudade que sentia e de como gostaria que a irmã estivesse com ela.
A paciente foi continuando o diário e aos poucos, percebi que já passava na rua
da irmã e estava começando a sair de casa. Um grande sucesso.
Outra paciente minha, foi abusada
sexualmente pelo próprio pai com carícias. Trazia uma grande mágoa e sempre que
estava sozinha na sala, chorava e tinha crises de ansiedade, comendo
salgadinhos e doces, o que estava deixando-a obesa. Vi uma mulher triste,
abatida mas com um grande potencial. Fiz a mesma sugestão. A paciente comprou
um caderninho e passou a anotar como se sentia, todas as vezes que tinha vontade
de chorar. Com alegria veio me falar do alívio que sentia e disse que aos
poucos seu diário foi se tornando mais alegre. Começou a falar dos seus
problemas diários, conseguiu se reaproximar da mãe, a quem culpava pelo abuso e
conseguiu perdoar o pai já falecido, mostrando-se uma pessoa mais alegre.
Sugeri que visse o filme “Voltando a Viver” excelente para quem passou por
experiências semelhantes.
Para nós que somos católicos,
ainda acrescento outras sugestões.
Comece em clima de oração a
invocar o espírito santo e peça a Deus a cura das suas memórias traumáticas.
Aqui está uma sugestão de oração:
Senhor, hoje eu venho entregar em
tuas mãos todas as minhas memórias. Sei que tu és o dono de todas elas e que
conhece tudo que existe em minha mente, mesmo aquilo que desconheço e que pode
estar me fazendo mal. Peço hoje, ao invocar o Espírito Santo, que tu me dês
sabedoria e discernimento para reconhecer meus problemas e luz para saber como
resolve-los. Dai a cura da forma que o Senhor planejou e que eu seja cada vez
mais aquilo que o Senhor me criou para ser. Limpa com teu sangue precioso a
minha mente e desfaz as imagens ruins, que eu saiba processa-las adequadamente
com a tua graça e transforma-las em aprendizado e crescimento mas que elas não
me doam mais. Amém.
Em seguida, pegue um caderno novo
e responda a algumas perguntas:
- Qual a área da minha vida que precisa de cura?
- Por que essas memórias devem ser transformadas?
- Que sentimento eu tenho quando estou em contato com
elas?
- Que outra atitude em deveria ter em relação a essas
memórias?
Relembre
detalhadamente cada memória, lembrando de aspectos do ambiente, da aparência
das pessoas envolvidas, dos sentimentos que você teve, de outros desfechos que
a história poderia ter, não esquecendo de agradecer a Deus pela sua vida e
integridade física neste momento e pela graça que ele já concedeu de antemão.
Essas lembranças irão provocar em você lembranças novas,
que talvez você tivesse empurrado para o fundo da memória, sentimentos
desagradáveis de raiva, tristeza, culpa, etc. Procure entregar tudo isso a Deus
e peça a nossa senhora que desate cada nó que você percebeu na sua história.
Você também pode rezar assim:
Da culpa, cura-me, Senhor. Do sentimento de desespero,
cura-me, Senhor.
Você pode rezar ao final o terço da libertação, o terço
comum ou uma oração de entrega a Deus, confiando que ele é poderoso para te
fazer superar isso. Sabendo que nem tudo é curado de uma vez só.
Outra idéia é compartilhas as lembranças com um amigo,
conselheiro ou psicólogo, que seja paciente para escutar cada detalhe e te
ajudar a ver as coisas por outras perspectivas externas e mais saudáveis.
Outra opção é preencher sozinho o quadro de registro de
pensamentos disfuncionais, uma técnica psicológica que nos ajuda a pensar de forma
mais racional. Ele é feito assim:
SITUAÇÃO: Fui abusada pelo
meu pai.
PENSAMENTO: Eu devo ter
provocado isso. Acho que usei roupas sensuais demais dentro de casa. A culpa é
minha. Eu devo ter participado disso de alguma forma.
SENTIMENTO: Culpa. Nojo.
ATITUDE: Chorar, ter
autopiedade, me culpar não me permitindo ser feliz hoje.
PENSAMENTO ALTERNATIVO:
Uma criança não poderia saber o que é sensual ou não. Ele era meu pai e deveria
ter me respeitado.
ATITUDE ALTERNATIVA:
Preciso aprender a me perdoar.
SITUAÇÃO: Seqüestrado em
pleno dia por dois homens armados.
PENSAMENTO: Isso pode me
acontecer a qualquer minuto novamente. Vou ficar olhando para os lados o tempo
todo. Não consigo sair de casa mais.
SENTIMENTO: Medo, pânico,
ansiedade, angústia.
ATITUDE: Evitar sair de
casa ou sair apenas acompanhado.
PENSAMENTO ALTERNATIVO:
Meus cuidados não vão impedir que aconteça de novo. Além disso, acho difícil
que seqüestrem a mesma pessoa novamente.
ATITUDE ALTERNATIVA: Sair
de casa conversando mentalmente comigo mesmo.
Além disso, a intimidade com Jesus na leitura da palavra,
a adoração, a missa e a comunhão, além de direção espiritual, são extremamente
necessárias como complemento desse processo.
A cura das memórias sexuais: um capítulo à parte
A pornografia e a compulsão sexual estão se tornando um
mal cada vez mais comum no mundo e não poucas as pessoas que lutam contra as
memórias sexuais intrusivas. A memória sexual talvez seja a mais difícil de ser
eliminada por um simples motivo: ela lida com apelo natural do homem, um
instinto que não tem como se apagado e que tem raízes primitivas no cérebro
humano. O ser humano é biologicamente preparado para ser responsivo aos
estímulos sexuais, por isso, toda imagem pornográfica faz uma marca profunda no
cérebro humano, a mais difícil de ser apagada. Assim como num momento de fome
extrema você lembra da comida mais deliciosa da sua vida e num momento de sede
extrema você deseja ver um rio caudaloso, quando o impulso sexual está
animalizado e surge a vontade sexual, a primeira imagem que vem é aquela que
mais foi associada ao prazer sexual (mesmo que psicologicamente cause repulsa e
mal estar).
As experiências sexuais (todas elas), causam marcas
profundas na memória e no corpo da pessoa. As áreas corporais mais afetadas
pelo prazer ficam marcadas como áreas sensíveis. Por exemplo: se a pessoa
sentiu muito prazer com determinada carícia nas costas, um simples toque
cordial pode provocar uma avalanche emocional.
O primeiro passo para a cura das memórias sexuais é se
livrar dos estímulos e parar com o comportamento. Jogar fora todo e qualquer
estímulo como fitas, DVDs, CDs, arquivos de computador, fotos, objetos de sex
shop, camisinhas, pílula anticoncepcional, telefones de homens e mulheres de
programa. Além de criar um filtro no computador para sites pornográficos e
eliminar canais pornôs da Tv ou pedir para outra pessoa colocar uma senha que
você desconheça. Leituras “picantes” como romances cheios de sexo, livros com
dicas sexuais do tipo “Como agradar uma mulher/homem na cama”, revistas pornô,
quadrinhos eróticos, entre outros, devem ser totalmente eliminados (não apenas
guardados). Além disso, cabe mudar certas companhias, fazer outros trajetos
quando for para o trabalho ou para casa, cortar amizades com pessoas que também
vivem do mundo pornô é imprescindível nesse momento.
O segundo passo é fazer como Jó, que fez uma aliança com
os próprios olhos para nãos os pôr sobre uma donzela (já que era casado). Os
olhos são a maior fonte de entrada dos estímulos sexuais, portanto, devem ser
protegidos. Consagre seus olhos diariamente a nossa senhora, assim como todo
seu ser através da oração de consagração que é curta e poderosa:
Ó, minha senhora e também
minha mãe
Eu me ofereço inteiramente
todo a vós
E em prova da minha
devoção, eu hoje vos dou meu coração
Consagro a vós meus olhos,
meus ouvidos, minha boca
Tudo o que sou, desejo que
a vós pertença
Incomparável mãe,
guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade vossa
Amém.
Mas a proteção dos olhos (e dos sentidos) em geral não
passa só por aí. Você terá que desviar os olhos dos estímulos sexuais ao invés
de deleitar-se com eles como fazia de costume. Desviar os olhos de decotes,
saias e shorts mais curtos, pernas torneadas e por aí vai. Para os homens,
evitar olhar catálogos de lingerie que parecem “inocentes”, desviar os olhos
das moçoilas semi-nuas que andam pelas ruas todos os dias e para aquelas que
estão em outdoors e na propaganda em geral. Para as mulheres, evitar as
revistas femininas com reportagens sobre “sexo lacrado” e os romances cheios de
cenas sexuais.
Para ambos, selecionar melhor os filmes que assistem,
evitando aqueles que possuem muitas cenas sexuais (ex.: American Pie, Sexo,
amor e outras drogas, Nove semanas e meia de amor, etc.) ou que defendem o sexo
sem compromisso, evitar programas de TV com desfiles de lingerie e “patroas” em
ensaios sensuais, programas de clipes picantes que passam pela madrugada,
enfim, coisas que parecem inocentes mas que podem corroer todo um edifício de
castidade que se está lutando para erguer.
A proteção dos olhos também passa pelo parceiro(a) que
deve se vestir de modo contido e ter comportamento de não-provocação, pois a
compulsão sexual pode precisar de um período de abstinência para ser curada
(exceto no caso de pessoas casadas, que não se recomenda). O período de
abstinência sexual é o mais difícil pois a pessoa tem comportamentos de
abstinência semelhante ao das drogas. Porém, o comportamento sexual pode
precisar ser suspenso de todo durante um período.
§
Técnicas para ajudar a trabalhar a compulsão sexual
Com toda suspensão do comportamento pecaminoso, em
conjunto com uma vida de oração (especialmente o terço) e de medidas de
proteção contra o risco de recaída (aqui não entro em tantos detalhes), o
desejo sexual da pessoa só continuará sendo alimentado pelas memórias passadas.
Como esse desejo compulsivo é como uma fogueira, ele precisa de combustível.
Quando o combustível principal é cortado (a experiência presente), ele é
buscado na imaginação. É como se existisse um banco de dados na mente, com
todas as experiências sexuais arquivadas (imagens, sons, sensações). O cérebro
busca a informação que alimenta o desejo naquele momento, revivendo as
experiências como se elas estivessem acontecendo naquele momento (como uma
alucinação). Com a insistência, essas memórias vão se enfraquecendo e perdendo
o gás de tanto serem “usadas”, porém esse processo precisa ser acelerado com
algumas técnicas, talvez mesmo ajuda profissional.
à Vantagens e desvantagens: Você pode pegar uma folha
de papel e fazer quatro colunas. À esquerda você vai colocar as vantagens ao
lado das desvantagens do sexo compulsivo e à direita, as vantagens e
desvantagens do sexo saudável/abstinência. Coloque um peso em cada resposta e
veja para onde a balança pende. Caso ainda penda para o sexo compulsivo, ore a
Deus, admita que gosta do pecado e que quer ter uma vontade mais forte
confiando na sua graça.
à Objetivos de vida: Descreva seu estado atual de vida
em relação à vida sexual com detalhes e ao lado, como você gostaria de estar
sexualmente falando. Veja se seu objetivo é realmente realista ou algo do tipo
“totalmente sem desejo sexual” (algo que é impossível). Trace pequenas metas em
forma de passos/degraus para alcançar o objetivo. Exemplo:
Atualmente: Me masturbo
compulsivamente, estou com dificuldade de jogar fora minhas revistas
pornográficas, não quero colocar um filtro no computador. Quando abre pop-up de
sexo eu me sinto tentado a entrar no site. Tenho passado diariamente em frente
à livraria pornô que freqüentava que me sentido tentado a entrar todos os dias.
Outro dia parei na porta.
Ideal: Gostaria de não
entrar mais na livraria pornô, parar de me masturbar, jogar fora minhas
revistas e não acessar mais sites pornôs.
Metas: 1. Mudar a rota de
acesso ao trabalho. 2.Colocar ainda hoje um filtro na internet (ou pedir para
outra pessoa colocar); 3. Entrar na internet de dia para não cair em tentação
(tem gente em casa). 4. Quando sentir a primeira tentação de me masturbar, ir
para um local onde tenha gente/me distrair.
à Diário sexual: Você pode comprar um caderno e
escrever suas experiências ruins em relação à compulsão sexual. Atenção: não
detalhe as experiências sexuais porque isso pode detonar uma nova crise.
Detalhe as experiências emocionais ruins, coloque as conseqüências dos seus
atos, descreva como você se sente por ser compulsivo.
Exemplo: Eu me sinto um
fracassado por ser compulsivo porque existe alguma coisa que está me vencendo,
me escravizando. A minha vontade não consegue resistir. Fico chateado quando
quero respeitar a minha namorada e acabo saindo com uma mulher por quem nem me
sinto tão atraído. A minha consciência pesa e nós acabamos brigando como aquela
vez na festa do meu melhor amigo. A mulher deu em cima de mim. Eu queria resistir
mas acabou rolando de tudo, depois me senti culpado, não sabia dizer como tinha
trocado a minha namorada por alguém que não tem nada a ver comigo...
Você também pode colocar no diário as vantagens de deixar
de ser um compulsivo, descrever como a sua vida ficará melhor e o que pode
ganhar com isso.
à Prestação de contas
Você pode ter um amigo/conselheiro a quem você preste
contas semanalmente dos seus atos. Você pode dividir essas experiências com ele
em vez de escrever, pedir conselhos e falar dos seus pontos fracos para que ele
ore junto com você e dê dicas.
à Cartões de enfrentamento
Essa é uma técnica para situações de risco. Você pode
fazer cartões (pequenas fichas) onde coloca dicas para você mesmo em locais
potencialmente perigosos de recaída (ex. computador, porta do armário,
banheiro, carteira). Você pode escrever algo como “Pense duas vezes” ou “Isso
não está te levando a nada”, ou ainda “Respire fundo, você consegue”. Quando se
mora com mais gente, você pode colocar um código que só você entende.
à Levar todo pensamento cativo a Deus/ renovação da
mente
Você precisa cortar os pensamentos sexuais da sua mente. A
diminuição drástica dos estímulos externos fará com que a fonte principal deixe
de ser alimentada. No entanto, os estímulos internos continuam. Quando se der
conta de pensamentos ou cenas sexuais fluindo, corte-os deliberadamente, peça
ajuda a Deus e distraia sua mente para outra coisa, uma leitura, um problema a
resolver, ver televisão, jogar um jogo, etc. Com o tempo, você vai conseguir
“domar” a sua mente rebelde. Peça a Deus uma pureza da mente.
à Registro de pensamentos disfuncionais
O modelo anteriormente apresentado para uso no TEPT aqui
também é muito útil.
à Grupos de auto-ajuda
Existe o grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DAS)
que pode ser freqüentado por homens ou mulheres e é gratuito. Conversar com
outros compulsivos pode ser interessante, até para aprender outras estratégias
de enfrentamento.
à Usar Deus contra a compulsão
Se você não tem como desviar seu caminho para casa ou para
o trabalho e no meio dele existe justamente um ambiente pornô ou de risco a ser
evitado, uma solução é colocar um walkman no ouvido com uma pregação, música
religiosa ou algo que fale de Deus e te dê forças para enfrentar e passar batido.
à Fuga das situações de risco
Exemplos podem ser a eliminação de certas pessoas da
agenda do celular, o bloqueio de contatos, a extinção do MSN ou da webcam se
for motivo de queda, a saída de redes sociais, não ficar sozinho em casa em
horários que podem ser de risco, procurar estar sempre na companhia de alguém
em momentos de crise, evitar ambientes de risco como citado no item anterior,
buscar uma adoração quando se sentir muito fraco, não deixar de ir à missa,
orar num momento de maior ansiedade, louvar cantando ou tocando um instrumento.
Se seu problema é com prostitutas, evite sair com dinheiro a mais de casa.
à Curar a base da compulsão
A compulsão com certeza foi causada por alguma ferida
emocional profunda que ficou intocada até o dia de hoje. Este é o momento de
(re)conhecer esta ferida e pedir a ajuda de Deus para cura-la. Você pode passar
por momentos de cura interior, aconselhamento ou psicoterapia com profissional
qualificado. O certo é que se essa ferida permanecer intocada, a mesma ou outra
compulsão irá tomá-lo de novo. Peça a Deus também para curar sua identidade e
auto-estima.
à Retiros/Grupos de oração
São os melhores locais para se passar por uma experiência
profunda de oração, repousar no espírito, beber da água viva. Um retiro nesses
momentos pode ser um tratamento intensivo ou de choque que vai dar uma grande
força na caminhada.
à Invista em você e nos outros
Invista em você e nos outros em outras áreas, cultivando
amizades, cuidando da aparência e da saúde, estudando, valorizando seus
atributos outros que não os sexuais. Você deve ter como centro da sua
identidade, a sua essência e não a performance sexual. Você serve para muito
mais do que sexo e precisa explorar suas outras possibilidades.
Boa sorte!