domingo, 7 de outubro de 2012


A cura das memórias traumáticas

Curar a memória não é uma coisa fácil. Comportamentos, nós podemos eliminar do nosso dia a dia, objetos nós podemos jogar fora mas a memória está dentro de nós e muito bem gravada. Cenas com fortes apelos emocionais e que foram marcantes para nós, seja por motivos positivos ou negativos (ex. abuso sexual), ficam acentuadas em seus detalhes dentro do cérebro e podem nos fazer sofrer por anos a fio. Mas, a boa notícia é que não estamos presos a estas memórias para sempre. Contamos com a ajuda de Deus para curá-las e com a ajuda de métodos psicológicos que podem ser de grande valia, especialmente se conduzidos por um profissional experiente.
Comecemos por falar sobre o conceito de trauma. Hoje em dia, consideramos qualquer coisa como um trauma. Ah, fulano ficou traumatizado, dizemos sobre uma discussão boba. Mas o trauma é mais do que isso. Em Psicologia, chamamos de trauma tudo aquilo que provoca uma marca acentuada na mente de uma pessoa por expo-la ao risco de vida. A pessoa sentiu na pele ou presenciou a exposição de sua própria vida, de sua integridade ou de sua dignidade, um risco real, potencial ou imaginado. Exemplo: Um seqüestro relâmpago que terminou em libertação do prisioneiro sem grandes danos físicos representou um risco potencial de vida e um risco real de dano à integridade psicológica da pessoa. Alguém que sofreu um acidente de carro, teve um risco real de morte. Alguém que sofre constantes ameaças de morte sofre um risco potencial de morte e um risco real ao seu psiquismo. Mas o dano pode ser imaginado também. Alguém que sofre de síndrome do pânico pode achar que vai morrer e sofrer de um risco imaginado de morte.
O trauma pode ter como fonte sentimentos de impotência, desespero, medo, horror, nojo, arrependimento, culpa, ódio, entre outros, marcando uma situação que a pessoa deseja esquecer mas que não consegue. Isso pode fazer com que se desenvolva o chamado Transtorno do Estresse Pós Traumático, que causa um amortecimento das emoções (a pessoa não é fria nem quente, parece com falta de afeto), pesadelos recorrentes, cenas vívidas do trauma que invadem a mente a qualquer hora do dia ou da noite, crises de ansiedade, isolamento social, falta de interesse na vida, reações depressivas, problemas com sono e alimentação, crises de irritabilidade, etc.
O modelo psicológico do transtorno do estresse pós traumático (TEPT) é fácil de entender. Nossa mente funciona como uma fábrica que processa as nossas experiências e as transforma em memórias. Imagina agora um pacote gigantesco entrando na esteira da fábrica. A máquina dá pane pois não consegue processar aquela experiência desconhecida e a fábrica fica emperrada em seu funcionamento. Para tal, é necessário dividir essa experiência estranha e fora dos padrões, em pequenos pedaços que possam ser absorvidos por nossa mente. E esse processo pode ser bastante doloroso.
Dou um exemplo. Uma vez atendi uma paciente que tinha perdido a irmã há quatro anos e estava em estado depressivo, inclusive com vários sintomas físicos. Essa senhora tinha crises freqüentes de agressividade, inclusive batendo e apanhando dos netos. Ela não ia mais a festas de família, não tinha ido ver a irmã no cemitério, se recusou a participar do enterro e não passava nem na rua que a irmã morava. Depois de conhecer melhor a história e criar um vínculo com ela, sugeri que ela iniciasse um diário onde falaria da irmã e da falta que ela fazia. A paciente comprou um caderninho e iniciou com uma carta à irmã, onde colocou tudo o que sentia. Se disse tomada por um grande alívio. Sugeri que descrevesse a irmã fisicamente, falasse com detalhes como foi a morte, descrevesse o ambiente no dia da perda, falasse da saudade que sentia e de como gostaria que a irmã estivesse com ela. A paciente foi continuando o diário e aos poucos, percebi que já passava na rua da irmã e estava começando a sair de casa. Um grande sucesso.
Outra paciente minha, foi abusada sexualmente pelo próprio pai com carícias. Trazia uma grande mágoa e sempre que estava sozinha na sala, chorava e tinha crises de ansiedade, comendo salgadinhos e doces, o que estava deixando-a obesa. Vi uma mulher triste, abatida mas com um grande potencial. Fiz a mesma sugestão. A paciente comprou um caderninho e passou a anotar como se sentia, todas as vezes que tinha vontade de chorar. Com alegria veio me falar do alívio que sentia e disse que aos poucos seu diário foi se tornando mais alegre. Começou a falar dos seus problemas diários, conseguiu se reaproximar da mãe, a quem culpava pelo abuso e conseguiu perdoar o pai já falecido, mostrando-se uma pessoa mais alegre. Sugeri que visse o filme “Voltando a Viver” excelente para quem passou por experiências semelhantes.

Para nós que somos católicos, ainda acrescento outras sugestões.

Comece em clima de oração a invocar o espírito santo e peça a Deus a cura das suas memórias traumáticas. Aqui está uma sugestão de oração:

Senhor, hoje eu venho entregar em tuas mãos todas as minhas memórias. Sei que tu és o dono de todas elas e que conhece tudo que existe em minha mente, mesmo aquilo que desconheço e que pode estar me fazendo mal. Peço hoje, ao invocar o Espírito Santo, que tu me dês sabedoria e discernimento para reconhecer meus problemas e luz para saber como resolve-los. Dai a cura da forma que o Senhor planejou e que eu seja cada vez mais aquilo que o Senhor me criou para ser. Limpa com teu sangue precioso a minha mente e desfaz as imagens ruins, que eu saiba processa-las adequadamente com a tua graça e transforma-las em aprendizado e crescimento mas que elas não me doam mais. Amém.

Em seguida, pegue um caderno novo e responda a algumas perguntas:

  • Qual a área da minha vida que precisa de cura?
  • Por que essas memórias devem ser transformadas?
  • Que sentimento eu tenho quando estou em contato com elas?
  • Que outra atitude em deveria ter em relação a essas memórias?

Relembre detalhadamente cada memória, lembrando de aspectos do ambiente, da aparência das pessoas envolvidas, dos sentimentos que você teve, de outros desfechos que a história poderia ter, não esquecendo de agradecer a Deus pela sua vida e integridade física neste momento e pela graça que ele já concedeu de antemão.

Essas lembranças irão provocar em você lembranças novas, que talvez você tivesse empurrado para o fundo da memória, sentimentos desagradáveis de raiva, tristeza, culpa, etc. Procure entregar tudo isso a Deus e peça a nossa senhora que desate cada nó que você percebeu na sua história. Você também pode rezar assim:

Da culpa, cura-me, Senhor. Do sentimento de desespero, cura-me, Senhor.

Você pode rezar ao final o terço da libertação, o terço comum ou uma oração de entrega a Deus, confiando que ele é poderoso para te fazer superar isso. Sabendo que nem tudo é curado de uma vez só.

Outra idéia é compartilhas as lembranças com um amigo, conselheiro ou psicólogo, que seja paciente para escutar cada detalhe e te ajudar a ver as coisas por outras perspectivas externas e mais saudáveis.

Outra opção é preencher sozinho o quadro de registro de pensamentos disfuncionais, uma técnica psicológica que nos ajuda a pensar de forma mais racional. Ele é feito assim:

SITUAÇÃO: Fui abusada pelo meu pai.

PENSAMENTO: Eu devo ter provocado isso. Acho que usei roupas sensuais demais dentro de casa. A culpa é minha. Eu devo ter participado disso de alguma forma.

SENTIMENTO: Culpa. Nojo.

ATITUDE: Chorar, ter autopiedade, me culpar não me permitindo ser feliz hoje.

PENSAMENTO ALTERNATIVO: Uma criança não poderia saber o que é sensual ou não. Ele era meu pai e deveria ter me respeitado.

ATITUDE ALTERNATIVA: Preciso aprender a me perdoar.

SITUAÇÃO: Seqüestrado em pleno dia por dois homens armados.

PENSAMENTO: Isso pode me acontecer a qualquer minuto novamente. Vou ficar olhando para os lados o tempo todo. Não consigo sair de casa mais.

SENTIMENTO: Medo, pânico, ansiedade, angústia.

ATITUDE: Evitar sair de casa ou sair apenas acompanhado.

PENSAMENTO ALTERNATIVO: Meus cuidados não vão impedir que aconteça de novo. Além disso, acho difícil que seqüestrem a mesma pessoa novamente.

ATITUDE ALTERNATIVA: Sair de casa conversando mentalmente comigo mesmo.

Além disso, a intimidade com Jesus na leitura da palavra, a adoração, a missa e a comunhão, além de direção espiritual, são extremamente necessárias como complemento desse processo.

A cura das memórias sexuais: um capítulo à parte

A pornografia e a compulsão sexual estão se tornando um mal cada vez mais comum no mundo e não poucas as pessoas que lutam contra as memórias sexuais intrusivas. A memória sexual talvez seja a mais difícil de ser eliminada por um simples motivo: ela lida com apelo natural do homem, um instinto que não tem como se apagado e que tem raízes primitivas no cérebro humano. O ser humano é biologicamente preparado para ser responsivo aos estímulos sexuais, por isso, toda imagem pornográfica faz uma marca profunda no cérebro humano, a mais difícil de ser apagada. Assim como num momento de fome extrema você lembra da comida mais deliciosa da sua vida e num momento de sede extrema você deseja ver um rio caudaloso, quando o impulso sexual está animalizado e surge a vontade sexual, a primeira imagem que vem é aquela que mais foi associada ao prazer sexual (mesmo que psicologicamente cause repulsa e mal estar).
As experiências sexuais (todas elas), causam marcas profundas na memória e no corpo da pessoa. As áreas corporais mais afetadas pelo prazer ficam marcadas como áreas sensíveis. Por exemplo: se a pessoa sentiu muito prazer com determinada carícia nas costas, um simples toque cordial pode provocar uma avalanche emocional.
O primeiro passo para a cura das memórias sexuais é se livrar dos estímulos e parar com o comportamento. Jogar fora todo e qualquer estímulo como fitas, DVDs, CDs, arquivos de computador, fotos, objetos de sex shop, camisinhas, pílula anticoncepcional, telefones de homens e mulheres de programa. Além de criar um filtro no computador para sites pornográficos e eliminar canais pornôs da Tv ou pedir para outra pessoa colocar uma senha que você desconheça. Leituras “picantes” como romances cheios de sexo, livros com dicas sexuais do tipo “Como agradar uma mulher/homem na cama”, revistas pornô, quadrinhos eróticos, entre outros, devem ser totalmente eliminados (não apenas guardados). Além disso, cabe mudar certas companhias, fazer outros trajetos quando for para o trabalho ou para casa, cortar amizades com pessoas que também vivem do mundo pornô é imprescindível nesse momento.
O segundo passo é fazer como Jó, que fez uma aliança com os próprios olhos para nãos os pôr sobre uma donzela (já que era casado). Os olhos são a maior fonte de entrada dos estímulos sexuais, portanto, devem ser protegidos. Consagre seus olhos diariamente a nossa senhora, assim como todo seu ser através da oração de consagração que é curta e poderosa:

Ó, minha senhora e também minha mãe
Eu me ofereço inteiramente todo a vós
E em prova da minha devoção, eu hoje vos dou meu coração
Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca
Tudo o que sou, desejo que a vós pertença
Incomparável mãe, guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade vossa
Amém.

Mas a proteção dos olhos (e dos sentidos) em geral não passa só por aí. Você terá que desviar os olhos dos estímulos sexuais ao invés de deleitar-se com eles como fazia de costume. Desviar os olhos de decotes, saias e shorts mais curtos, pernas torneadas e por aí vai. Para os homens, evitar olhar catálogos de lingerie que parecem “inocentes”, desviar os olhos das moçoilas semi-nuas que andam pelas ruas todos os dias e para aquelas que estão em outdoors e na propaganda em geral. Para as mulheres, evitar as revistas femininas com reportagens sobre “sexo lacrado” e os romances cheios de cenas sexuais.
Para ambos, selecionar melhor os filmes que assistem, evitando aqueles que possuem muitas cenas sexuais (ex.: American Pie, Sexo, amor e outras drogas, Nove semanas e meia de amor, etc.) ou que defendem o sexo sem compromisso, evitar programas de TV com desfiles de lingerie e “patroas” em ensaios sensuais, programas de clipes picantes que passam pela madrugada, enfim, coisas que parecem inocentes mas que podem corroer todo um edifício de castidade que se está lutando para erguer.
A proteção dos olhos também passa pelo parceiro(a) que deve se vestir de modo contido e ter comportamento de não-provocação, pois a compulsão sexual pode precisar de um período de abstinência para ser curada (exceto no caso de pessoas casadas, que não se recomenda). O período de abstinência sexual é o mais difícil pois a pessoa tem comportamentos de abstinência semelhante ao das drogas. Porém, o comportamento sexual pode precisar ser suspenso de todo durante um período.

§         Técnicas para ajudar a trabalhar a compulsão sexual

Com toda suspensão do comportamento pecaminoso, em conjunto com uma vida de oração (especialmente o terço) e de medidas de proteção contra o risco de recaída (aqui não entro em tantos detalhes), o desejo sexual da pessoa só continuará sendo alimentado pelas memórias passadas. Como esse desejo compulsivo é como uma fogueira, ele precisa de combustível. Quando o combustível principal é cortado (a experiência presente), ele é buscado na imaginação. É como se existisse um banco de dados na mente, com todas as experiências sexuais arquivadas (imagens, sons, sensações). O cérebro busca a informação que alimenta o desejo naquele momento, revivendo as experiências como se elas estivessem acontecendo naquele momento (como uma alucinação). Com a insistência, essas memórias vão se enfraquecendo e perdendo o gás de tanto serem “usadas”, porém esse processo precisa ser acelerado com algumas técnicas, talvez mesmo ajuda profissional.

à Vantagens e desvantagens: Você pode pegar uma folha de papel e fazer quatro colunas. À esquerda você vai colocar as vantagens ao lado das desvantagens do sexo compulsivo e à direita, as vantagens e desvantagens do sexo saudável/abstinência. Coloque um peso em cada resposta e veja para onde a balança pende. Caso ainda penda para o sexo compulsivo, ore a Deus, admita que gosta do pecado e que quer ter uma vontade mais forte confiando na sua graça.

à Objetivos de vida: Descreva seu estado atual de vida em relação à vida sexual com detalhes e ao lado, como você gostaria de estar sexualmente falando. Veja se seu objetivo é realmente realista ou algo do tipo “totalmente sem desejo sexual” (algo que é impossível). Trace pequenas metas em forma de passos/degraus para alcançar o objetivo. Exemplo:

Atualmente: Me masturbo compulsivamente, estou com dificuldade de jogar fora minhas revistas pornográficas, não quero colocar um filtro no computador. Quando abre pop-up de sexo eu me sinto tentado a entrar no site. Tenho passado diariamente em frente à livraria pornô que freqüentava que me sentido tentado a entrar todos os dias. Outro dia parei na porta.
Ideal: Gostaria de não entrar mais na livraria pornô, parar de me masturbar, jogar fora minhas revistas e não acessar mais sites pornôs.
Metas: 1. Mudar a rota de acesso ao trabalho. 2.Colocar ainda hoje um filtro na internet (ou pedir para outra pessoa colocar); 3. Entrar na internet de dia para não cair em tentação (tem gente em casa). 4. Quando sentir a primeira tentação de me masturbar, ir para um local onde tenha gente/me distrair.

à Diário sexual: Você pode comprar um caderno e escrever suas experiências ruins em relação à compulsão sexual. Atenção: não detalhe as experiências sexuais porque isso pode detonar uma nova crise. Detalhe as experiências emocionais ruins, coloque as conseqüências dos seus atos, descreva como você se sente por ser compulsivo.

Exemplo: Eu me sinto um fracassado por ser compulsivo porque existe alguma coisa que está me vencendo, me escravizando. A minha vontade não consegue resistir. Fico chateado quando quero respeitar a minha namorada e acabo saindo com uma mulher por quem nem me sinto tão atraído. A minha consciência pesa e nós acabamos brigando como aquela vez na festa do meu melhor amigo. A mulher deu em cima de mim. Eu queria resistir mas acabou rolando de tudo, depois me senti culpado, não sabia dizer como tinha trocado a minha namorada por alguém que não tem nada a ver comigo...

Você também pode colocar no diário as vantagens de deixar de ser um compulsivo, descrever como a sua vida ficará melhor e o que pode ganhar com isso.

à Prestação de contas

Você pode ter um amigo/conselheiro a quem você preste contas semanalmente dos seus atos. Você pode dividir essas experiências com ele em vez de escrever, pedir conselhos e falar dos seus pontos fracos para que ele ore junto com você e dê dicas.

à Cartões de enfrentamento

Essa é uma técnica para situações de risco. Você pode fazer cartões (pequenas fichas) onde coloca dicas para você mesmo em locais potencialmente perigosos de recaída (ex. computador, porta do armário, banheiro, carteira). Você pode escrever algo como “Pense duas vezes” ou “Isso não está te levando a nada”, ou ainda “Respire fundo, você consegue”. Quando se mora com mais gente, você pode colocar um código que só você entende.

à Levar todo pensamento cativo a Deus/ renovação da mente

Você precisa cortar os pensamentos sexuais da sua mente. A diminuição drástica dos estímulos externos fará com que a fonte principal deixe de ser alimentada. No entanto, os estímulos internos continuam. Quando se der conta de pensamentos ou cenas sexuais fluindo, corte-os deliberadamente, peça ajuda a Deus e distraia sua mente para outra coisa, uma leitura, um problema a resolver, ver televisão, jogar um jogo, etc. Com o tempo, você vai conseguir “domar” a sua mente rebelde. Peça a Deus uma pureza da mente.

à Registro de pensamentos disfuncionais

O modelo anteriormente apresentado para uso no TEPT aqui também é muito útil.

à Grupos de auto-ajuda
Existe o grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (DAS) que pode ser freqüentado por homens ou mulheres e é gratuito. Conversar com outros compulsivos pode ser interessante, até para aprender outras estratégias de enfrentamento.

à Usar Deus contra a compulsão

Se você não tem como desviar seu caminho para casa ou para o trabalho e no meio dele existe justamente um ambiente pornô ou de risco a ser evitado, uma solução é colocar um walkman no ouvido com uma pregação, música religiosa ou algo que fale de Deus e te dê forças para enfrentar e passar batido.

à Fuga das situações de risco

Exemplos podem ser a eliminação de certas pessoas da agenda do celular, o bloqueio de contatos, a extinção do MSN ou da webcam se for motivo de queda, a saída de redes sociais, não ficar sozinho em casa em horários que podem ser de risco, procurar estar sempre na companhia de alguém em momentos de crise, evitar ambientes de risco como citado no item anterior, buscar uma adoração quando se sentir muito fraco, não deixar de ir à missa, orar num momento de maior ansiedade, louvar cantando ou tocando um instrumento. Se seu problema é com prostitutas, evite sair com dinheiro a mais de casa.

à Curar a base da compulsão

A compulsão com certeza foi causada por alguma ferida emocional profunda que ficou intocada até o dia de hoje. Este é o momento de (re)conhecer esta ferida e pedir a ajuda de Deus para cura-la. Você pode passar por momentos de cura interior, aconselhamento ou psicoterapia com profissional qualificado. O certo é que se essa ferida permanecer intocada, a mesma ou outra compulsão irá tomá-lo de novo. Peça a Deus também para curar sua identidade e auto-estima.

à Retiros/Grupos de oração

São os melhores locais para se passar por uma experiência profunda de oração, repousar no espírito, beber da água viva. Um retiro nesses momentos pode ser um tratamento intensivo ou de choque que vai dar uma grande força na caminhada.

à Invista em você e nos outros

Invista em você e nos outros em outras áreas, cultivando amizades, cuidando da aparência e da saúde, estudando, valorizando seus atributos outros que não os sexuais. Você deve ter como centro da sua identidade, a sua essência e não a performance sexual. Você serve para muito mais do que sexo e precisa explorar suas outras possibilidades.

Boa sorte!

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